terça-feira, 5 de abril de 2011

Temas - primeiro painel - Genetica e Evolução

Adailma Felipe de Lacerda Profase I - paquíteno
Alana Maria Oliveira Dias Profase I - diplóteno
Alecia Rôsy Gomes de Andrade Profase I - diacinese
Amanda Eloiza Nunes de Amorim Metáfase I x metáfase II da meiose
Amanda Magalhães Chaves espermatogênese
Amanda Simião Figueiredo Ovulogênese
Anatiana Pires de Medeiros Bandeamento cromossomico
Caio Raull Bezerra Saraiva Cromossomo X e cromossomo Y
Carolina da Consceição Castro FISH
Cibelle Joyce Leite Macedo Corpúsculo de Barr e hipotese de Lyon
Cícera Thays de Lima Cardoso A mulher é um mosaico (mosaicismo)
Cíceor Ricardo de Freitas Moura Euplodia X aneuploidia
Cindy Nikolle de Sousa Trissomia - Síndrome de Down
Daiana de Sousa Silva Não-disjunção cromossômica na mitose
Dermival Isaac Monte Lucena Não-disjunção cromossômica na meiose I
Eduardo Sergio Sampaio Não-disjunção cromossômica na meiose II
Emmanuel Augusto Gonçalves Feitosa mutação cromossômica - deleção
Erlândia Thais Tavares Cabral mutação cromossômica - duplicação
Fabiana Batista Macêdo mutação cromossômica - cromossomo em anel
Fabiana Vieira de Freitas mutação cromossômica - isocromossomo
Fanuel Leite Bringel mutação cromossômica - inversão pericêntrica x paracêntrica
Fernanda Astrogilda de Sousa Feitosa mutação cromossômica - translocação recíproca
Fernanda Gonçalves Pinheiro Síndrome de Down
Francismonya Lima Sena Síndrome de Edwards
Gerson Alves de Oliveira Júnior Síndrome de Patau
Giulia Regis de Queiroz Justino Síndrome do miado do gato
Hugo Maia de Oliveira Carneiro Síndrome de Turner
Isabela Fechine Cruz Síndrome de Klinefelter
Isis Nayane Sousa vidal RNA transportador
Jeannine Gomes de Menezes ligação fosfodiéster - internucleotídeos
João Ricardo Lopes da Silva Eugenia
José de Sá Tavares Junior Gêmeos dizigóticos e gêmeos monozigóticos
Kaelly Lima de Araújo Célula tronco
Kauê Gomes Rodrigues Carvalho Tabela com sequências de reconhecimento de endonucleases de restrição
Layanna Leite Pinto animal transgênico
Livia Karynne Martins Mesquita animal knockout
Marcelon Bernardo de Almeida Júnior bacteriófago
Maria Alice Bezerra de Sousa cauda poli(A)
Maria Romana Coelho Felix DNA repetitivo
Marinete da Silva heredograma
Mario Malzoni Neto heteroplasmia
Meiry Jany de Souza Barboza genes holândricos
Michel Laurindo Pereira home box
Priscila Nunes Albuquerque Oliveira homeodomínio
Raiza Aquino Ulisses Grangeiro Parente idiograma
Raquel Alencar Sampaio Ferraz ribossomo bacteriano e eucariótico
Rayanne Jaynne Bezerra Campos RT-PCR
Sarah Beatriz Figueiredo Pinheiro sítio de restrição
Thaylan Geraldo Bezerra genoma de retrovírus - LTR - gag - pol - env - LTR
Thayne Andrade Moura Mundo de RNA (o tempo antes do DNA)
Yasmymm Cezário Gomes Estrutura de aminoácido - glicina e seus códons
Ywaelson Cardoso Leite Estrutura de aminoácido - alanina e seus códons

Temas - primeiro painel - Genetica e Evolução

Adria Riviery Belem westernblot
Allisson Tavares Oliveira eletroforese em gel de poliacrilamida
Amanda Arraes Pereira Polimorfismo genético
Amanda de Macedo Alencar Microarray
Ana Luiza Andrade Guimarães Vetores de clonagem
}Ane Karoline Saraiva Tavares eletroforese em gel de agarose
anna Carolyne Ribeiro de Oliveira Brito Northern blot
Arôdo Tenório Ribeiro de Aquino Surthern blot
Baruc Beno Bandeira Carvalho Telômero
Caio Savio Medeiros Gonçalves Transposons
Carliane Pereira Silva Mendonça DNA mitocondrial
Cicera Thais Petronio de Oliveira RNA pre-mensageiro e RNA mensageiro
Cristiane Sampaio Nascimento RNA ribossômico
Emerson Felipe Santos Coutinho Watson & Crick - modelo da dupla fita
Eugenia Freire Antero RNA micro (microRNA)
Felipe Gouveia Santos DNA-helicase
Felipe Yago Araujo de Almeida DNA-polimerase
Francisco Tiago Sousa Dias DNA-ligase
Gabriela de Almeida Mota Almino Forquilha de replicação
Gilvangelo Neves Ferreira Primase
Gisele Tavares Cartaxo Fragmento de Okazaki
Heloíse Desireê Almeida Cruz A replicação é semiconservativa
Icaro Renan Meneses Moreira Dogma central da genética
Ismael Moreira Luna RNApolimerase II
Ítalo Alves Inácio Transcrição genética
Izzabela Bruna Macêdo de Alencar Éxons e Introns
Jeanne Maria Melo de Matos Splicing
Jose Alencar de Sousa Segundo Transcriptase reversa
Kalyne Morais de Oliveira Promotor gênico - e suas sequencias curtas - TATA, CAT e GGGCGGG
Leonardo de Oliveira Rocha Complexo de iniciação da transcrição
Letícia Anneberg Matias Furtado Mutações genicas X mutações cromossômicas
Lorem Krsna de Morais Sousa Mutações por substituição, deleção e adição
Lucas Emanuel Lô Queiroz Mutações  com sentido trocado
Maria Gizely da Silva Estima Mutações sem sentido
Maria Luiza Santos de Lima Mutações de mudança de leitura de código genético
Maria Socorro Ferreira Fontes de radiação - potenciais para mutação genética
Michael Jean Cavalcante Cruz Cromatina - octâmeros e nucleossomas
Monique Anne de Oliveira Barbosa Histonas
Nata cAvalcante Pereira Cromossomo - estrutura geral
Nathalia Santos Sampaio Cariotipo do ser humano
Paloma de Figueiredo Santos Telomerase
Patrícia Araruna Bezerra Mitose
Patricia Marciel de Sousa Lima Meiose
Patricia Mylena Zacarias Silva Interfase
Pedro Alyson Morais Tavares G0 - a célula fora do ciclo celular
Raianne Santos Limas controle do ciclo celular - ciclinas e cinases dependentes de ciclina
Rayanne Maria Melo de Matos Fuso mitótico
Renata Natália Gomes Arruda Cinetocoro
Roberta Kelyana Araújo de Almeida A membrana nuclear e seus poros
Rofman Navarro Damasceno Salvador prófase da mitose
Romeu Lacerda Homen de Sá metáfase da mitose
Siberi dos Santos Meneses Anáfase da mitose
Telma Souza de Lavor Telofase da mitose
Valeska Ewllin Martins Profase I - leptóteno
Vivian Macedo de Figueiredo Profase I - zigóteno

Temas - primeiro painel - Genetica e Evolução

Adriana Lacerda Libardi Gregor Mendel - leis de mendel
Alvaro Inácio Leite Alfred Russel Wallace - Teoria da evolução
Ana Kalinca de Sousa Gomes Charles Darwin - teoria da evolução
André Bezerra Leite Lamark - lamarkismo
Antônio Arthur Moreira Feitosa Friedrich Miescher - nucleína
Antônio Feitosa Filho Levene - tetranucleotídeo
Antônio Vieria Vasconcelos Júnior Frederich Griffith - Pneumococos
Beatriz Alves Gurgel Franca Avery, MacLeod, McCarthy - pneumococos
Camila Kevillany Pereira Braga Hersey & Chase - bacteriofagos
Cícera Amanda Gomes Cordeiro Erwing Chargaff - regra de Chargaff
Daniela Pereira Fechine Rosalind Franklin - foto 51
David Rodrigues de Oliveira Neto Maurice Wilkins - cristalografia de raio X
Emerson Felipe Santos Coutinho Watson & Crick - modelo da dupla fita
Everardo Duarte Sampaio Rudolf Signer - purificação de DNA que serviu de amostra para a foto 51
Fernanda Mura Coutinho Barbara McClintock - elementos transponíveis
Francisca Iasodara Moreira Fernandes Morgan - bases cromossômicas da ligação
Francisco Ivens Garcia Coelho Aires Furtado De Vries, Correns Tschermak - descobriram os trabalhos de Mendel
Francisco Medeiros de Alencar Neto Hardy e Weinberg - genética de populações
Gabriela Correia de Moraes Beadle, Tatum e Lederberg - um gene uma enzima
Geovanderson Moreira de França Tjio e Levan - numero diplóide de cromossomos 46
Geraldo Leite de Melo Filho Meselson e Stahl - replicação semiconservativa do DNA
Izabela Maria de Lima Arrais Ochoa & Kornberg - descoberta da RNA-polimerase
Jamilly de Sousa Fernandes Lyon - Inativação precoce e aleatória do cromossomo X
José Igor Alves de Araújo Khorana, Nirenberg e Ochoa - decifração do código genético
Josecleiton Lacerda Lopes Korneberg - DNA polimerase e síntese de DNA in vitro
Julianny Ferreira de Sousa Jacob e Monod - conceito de Operon e regulação gênica
Lara Milena Muniz Vieira Linn, Arber e Smith - descoberta da endonuclease de restrição
Layla Marques Mota Costa Caspersson - bandeamento do cromossomo
Livia dos Santos Monte Viana Ribeiro Berg - construção de uma molécula de DNA com partes de DNA de diferentes espécies
Lorena Mendes Gomes de Matos Lima Daniel Nathans - caracterização do DNA com endonuclease de restrição
Maria Gisele Cardoso Rodrigues Varmus e Bishop - oncogenes
Mickael Petronio da Silva Gilberto e Sanger - método de sequenciamento do DNA
Monique Diniz Vidal Mullis - PCR
Natália Vieira Alves Susumo - aspectos genéticos dos anticorpos
Nayana Emanuelle Santos Figueiredo Friend e Fraumeni - papel da mutação em gene supressor de tumor no cancer
Paloma Simião Alencar Lewis, Nusslein-Volhard e Wieschaus - genes homeóticos e outros genes do desenvolvimento
Rafaela Dkarla da Silva Santos Ian Wilmut - clonagem de Dolly
Ravelly Fiama Bezerra Ferreira Theodosius Dobzhansky - e suas publicações e influencia no Brasil
Rayssa Mendonça Vitorino Oswaldo Frota-Pessoa - pioneiro da genética humana no Brasil
Romênia Pinheiro Santos Bases nitrogenadas Púricas
Rônis de Oliveira Rodrigues Bases nitrogenadas Pirimídicas
Sabrina Matos Ferreira Nucleotídeo
Stefanye Myrelly Bezerra Aranha Desoxirribose e ribose
Taise Nogueira Rolim pontes de hidrogênio e DNA
Tayná Almeida Trigueiro Santana Modelo de watson e Crick - principais características
Taynan Almeida Trigueiro Santana O código genético é degenerado (redudante)
Thaysa Alves da Silva Medeiros códons - conceito e códons de iniciação e finalização
Weyme Stenio Soares Freitas Superfamílias gênicas - HLA; receptores de células T

RNAmicro - miR (acostume-se com mais este RNA)

Em outro blog (rapidinhas patológicas) eu postei diversas vezes sobre RNAmicro (miRNA). A seguir alguns links:
http://rapidinhaspatologicas.blogspot.com/2009/06/o-quarto-rna.html
http://rapidinhaspatologicas.blogspot.com/2009/06/processamento-do-rnami.html
http://rapidinhaspatologicas.blogspot.com/2009/09/5-3-exorribonuclease-xrn-2-destroi.html
http://rapidinhaspatologicas.blogspot.com/2010/04/mirna-feridas-cronicas-isquemicas.html

Bem, é hora de trazer este RNA para este blog também.
O miRNA é um tipo de RNA envolvido na regulação da tradução. Executa esta regulação ligando-se à extremidade não traduzível 3' do RNAm (UTR) (mas pode ligar-se também a 5'-UTR e a outras sequencias) e bloqueando a síntese da proteína codificada.
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Fique atento ao detalhe de que assim como há o RNA pré-mensageiro a partir do qual se edita o RNAm,
Há também o pri-mi-RNA a partir do qual, por ação de DROSHA, DICER e RISK, forma-se o pre-miRNA e, a partir deste, o miRNA.
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Um determinado miR pode regular a tradução de centenas de genes simultaneamente, realizando uma "sintonia fina" do material expresso.
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miRNA exerce funções durante o desenvolvimento, fisiológicas e patológicas.
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E você?

Aqui uma cidadã mesmo colocando-se em risco se indigna e toma uma atitude.
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Situações que nem nos põe sob o risco da situação enfrentada por esta mulher se nos apresentam constantemente.
E, o que fazemos?
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Por qual preço vendemos nossas almas?

sábado, 2 de abril de 2011

Infarto Cardíaco pode ser desencadeado por aumento da demanda cardíaca

<iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/DxEHxSN2voE" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
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A descrição da etiologia do caso clínico pelo próprio paciente:

"Tô falando sério, cara! meu coração vai acelerar. Meu coração vai bater forte. E eu vou ter um infarto do coração. Vou ter um infarto do coração! Se tu contar."
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Assim, delação à mãe causa infarto no coração.
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A minha dúvida é quanto se o garoto vai ser ator (vide o Nãaaaaaaaaaaaaaaoooooooo, antes da queda!" ou médico (tirou nota A em doenças isquêmicas do coração).
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terça-feira, 29 de março de 2011

José Alencar Gomes da Silva

Eu apenas queria agradecer a José de Alencar por tudo que ele fez nos últimos anos.
As lições dadas e os exemplos.

Obrigado!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Digitais? que nada... identificar a pessoa pela rugosidade palatina!

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3009548/figure/F0001/

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3009548/?tool=pubmed

Sabe? quando nós estamos realizando restaurações com proteção pulpar, estamos pensando em restabelecer dentina na área cariada, mas...

Não é à toa que o Prof. Cássio (nosso coordenador) vira noite e dia pensando no curso.
Estamos todos imbuídos do mesmo pensamento.
E qual é? Nós acreditamos que todos temos uma contribuição a dar. E você que está cursando Odontologia na Faculdade Leão Sampaio.... iniciando em um ano de 2011 ( o primeiro ano de uma nova década)... deve realizar uma reflexão de qual a sua contribuição para a Humanidade.
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Sabe? quando nós estamos realizando restaurações com proteção pulpar, estamos pensando em restabelecer dentina na área cariada.
Pensamos, basicamente assim.... Os odontoblastos se formarão aqui nesta região, onde removi tecido cariado, e adicionei um material que protege a polpa e a estimula. Assim, eu espero que nova dentina seja produzida nesta área, e daqui alguns anos, este dente tenha uma proteção neste local.
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Não há problema em pensar assim. Mas a genética e a bioquímica nos faz identificar algumas limitações neste processo.
Acontece que as células tronco disponíveis para formar novos Odontoblastos não são exatamente células tronco imaturas, mas um tecido já amadurecido com células tronco maduras. E, segundo Lei et al. (2011), esta células tronco já tiveram sua capacidade de competência dentinogênica diminuída, e competência osteogênica aumentada.
O que significa isto?
Que depois que você removeu um tecido cariado. E adicionou uma proteção pulpar. E permitiu que células tronco da polpa formem novos odontoblastos e nova dentina. Pode ser que esta dentina não seja tão igual a dentina original e não tenha as mesma propriedades, se aproximando mais de um tecido ósseo reparativo.
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É importante saber disto. E reconhecer as limitações deste reparo.
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Enquanto isto. Vá aproveitando ao máximo os seus estudos em GENÉTICA para Odontologia.
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Biol Cell. 2011 Apr 1;103(4):185-96.

Dentinogenic capacity: immature root papilla stem cells versus mature root pulp stem cells.

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Conclusion.
iRPSCs presented stronger dentinogenesis but weaker osteogenesis than did mRPSCs,

suggesting that the dentinogenic competence of root mesenchymal stem cells decreases, 

whereas their osteogenic potential the increases following the maturation of the tooth root.

Ei, tem célula tronco no dente? Tem sim, senhor. E não é apenas um tipo!

A caracterização das células tronco da polpa dentária é necessário porque tem se pensado em aplicar estas células para a odontologia regenerativa (e outras aplicações).
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No estudo a seguir, os autores verificaram as células tronco da papila dentária humana possui as características ideais de comprimento de telômero, atividade de telomerase e da enzima transcriptase reversa, e que portanto podem servir para a medicina regenerativa.
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Agora, eu fico perguntando se você entenderá este artigo da Odontologia se não estudar profundamente as diversas disciplinas do ciclo básico da Odontologia.
Assim, meu caro aluno, e minha querida aluna, nós que estamos contruindo este curso de Odontologia no Cariri, na Leão Sampaio. Fazendo história.
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Nós que somos as primeiras turmas de Odontologia, neste primeiro ano da segunda década, deste novo século XXI. Nós é que devemos nos aprimorar na Histologia e Embriologia (do professor Daniel e do professor Pinheiro), na Informática (com o prof. Jefferson e o prof. Fernando), com a Bioquímica (com profa. Sheyla e o prof. Galberto), com a Anatomia (profa. Vanessa e prof. Flórido), com a O.S.P. (com o Prof. Francisco - O Avô do Tempo - Tutor de Deus) e com este palhaço que aqui escreve (com pernas que não se decidem para que lado seguir, tal Charles Chaplin).
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Assim, habituem-se o quanto antes em ler artigos científicos e visitar páginas de divulgação científica.
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O artigo é o seguinte:

Cell Transplant. 2011 Mar 8. [Epub ahead of print]

Comparative Analysis of Telomere Length, Telomerase and Reverse Transcriptase Activity in Human Dental Stem Cells.

Vasos sanguíneos da polpa dentária.... ou... a contribuição do mesoderma para o dente!


 Meus caríssimos alunos de Odontologia da Faculdade Leão Sampaio (Visão - Referência de Ensino Superior na Região Nordeste), 

vocês que já agora estão estudando embriologia e histologia, estão podendo entender que vários tecidos embrionários participam da formação dos órgãos.

Os dentes, por excelência nosso principal foco de atuação (embora não único), se originam a partir do ectoderma (epitélio da boca primitiva - estomódeo) e de um ectomesênquima (células da crista neural - ver tubo neural e migração de células da crista - 4ª semana embrionária). Porém, células mesodérmicas contribuem para a formação de alguns tecidos. É o caso da polpa. E mais especificamente o suprimento vascular da polpa.
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Apenas uma observação em relação à figura acima.... a seta com dental papilla não está apontando o local correto... as células da papila dentária são as que estão mais ao centro da imagem. (mas vocês terão o período que vem para aprender esses detalhes).
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O artigo a seguir concluiu exatamente isto.
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Rothová, M.; Feng, J.; Sharpe, P.T.; Peterková, R.; Tucker, A.S. Contribution of mesoderm to the developing dental papilla. Int J Dev Biol., 2011: 55(1):59-64.

Células derivadas do mesoderma invadem a papila dentária no final do estágio de capuz (cap stage) e criam uma rede de células endoteliais, formando os vasos sanguíneos dos dentes.
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sexta-feira, 18 de março de 2011

O que existe? ou eu devo acreditar nos meus olhos?

As imagens são frutos da análise do sistema nervoso central, e se se formam, é aí que isto ocorre.
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Os olhos (além de outros receptores. olvidos? olfato? tato?) enviam sinais ao sistema nervoso e tchum!... a imagem se forma.
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Bem, ela é editada, e sofre interferência da memória (e do afeto! memória e afeto diferem entre si?).
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Mas, editamos todos os sinais? ou melhor, considerando a edição a imagem percebida, tomamos consciência de todas as imagens?
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Parece-me que a resposta já é não, considerando resultados obtidos em testes laboratoriais (pessoas cegas que não esbarram em objetos dispostos em um corredor mesmo sem o uso de bengalas (rastreadores).
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E no cotidiano? nós utilizamos estes sinais, e não tomamos consciência deles?
Você já dirigiu, com a mente embotada em outro mundo (disperso!), e notou que havia realizado um grande trajeto sem sequer se dá notícia do mesmo? E no entanto não abarroou ninguém ou saiu fora da pista em uma curva! (pelo menos assim torçamos!)
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E será que estas tomadas de decisões, não são até melhores (sob certas circunstância! talvez a maioria das circunstâncias!) que as tomadas de decisão conscientes?
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Transcrevo um trecho de Machado de Assis em Memórias Póstumas de Brás Cubas:
"CAPÍTULO LXVI
AS PERNAS

Ora, enquanto eu pensava naquela gente, iam-me as pernas levando, ruas abaixo, de modo que insensivelmente me achei à porta do Hotel Pharoux. De costume jantava aí; mas, não tendo deliberadamente andado, nenhum merecimento da ação me cabe, e sim às pernas que a fizeram. Abençoadas pernas! E há quem vos trate com desdém ou indiferença. Eu mesmo, até então, tinha-vos em má conta, zangava-me quanto vos fatigáveis, quando não podíeis ir além de certo ponto, e me deixáveis com o desejo a avoaçar, à semelhança de galinha atada pelos pés.
Aquele caso, porém, foi um raio de luz. Sim, pernas amigas, vós deixastes à minha cabeça o trabalho de pensar em Virgília, e dissestes uma à outra: Ele precisa comer, são horas de jantar, vamos levá-lo ao Pharoux; dividamos a consciência dele, uma parte fique lá com a dama, tomemos nós a outra, para que ele vá direito, não abalroe as gentes e as carroças, tire o chapéu aos conhecidos, e finalmente chegue são e salvo ao hotel. E cumpriste à risca o vosso propósito, amáveis pernas, o que me obriga a imortalizar-vos nestas páginas."
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Enfim, estava pensando se não é baeado em uma série de sinais não tornados conscientes que tomamos a maior parte de nossas ações mecânicas. Bem certamente que sim do ponto fisiológico, até porque não ficamos nós a medir as forças internas de forma consciente para determinar nos pressões sanguíneas, por exemplo!
Mas, me refiro a ações ditas conscientes. Até que pontos são conscientes? e o que significa mesmo consciente?
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Enfim, gastaste teu tempo lendo até aqui. Peço desculpas!
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quarta-feira, 9 de março de 2011

Sobre relações de trabalho....

http://www.reporterbrasil.com.br/conteudo.php?id=47#perg2

Na escola, ensino fundamental e médio, quase nunca falam sobre relações trabalhistas.
No ensino superior, passa-se uma série de conhecimentos, mas quase nunca nada relacionado aos direitos e deveres dos trabalhadores.
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Você, futuro profissional formado pela Faculdade Leão Sampaio, deve conhecer sobre as relações trabalhistas.
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assim, acesse o link acima.
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Dear friends, I would like to know why!

Eu sou verdadeiramente apaixonado por nossa língua portuguesa e suas possibilidades técnicas e literárias. Gostaria de conhecer ainda mais este "ser vivo" fantástico, mas isto sem ignorar que existem outras línguas, e que a produção intelectual disponível nestas outras formas são "gigantes".
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Assim, eu gostaria de entender a resistência que encontramos entre colegas estudantes universitários em desenvolver suas habilidades de leitura de outras línguas, e, no caso dos aprendizes da área da saúde, em especial do inglês, afinal consiste na forma mais utilizada de produção científica (sob determinado ângulo).
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As línguas podem ser parasitas umas das outras, ou podem formar sistemas evolutivos que as favoreçam. Embora, assistimos a uma extinção em massa de algumas línguas, acredito que não devamos creditar isto ao entendimente de uma língua ou outra em particular.
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Enfim, a minha proposição a vocês "dear friends" é a de que busquem compreender a leitura (ao menos!) de textos escritos em inglês, para que ampliem seu leque de aprendizado. E realizem isto o quanto antes, para que obtenham colheitas ainda mais fartas durante a sua graduação.

O trabalhador e os instrumentos de trabalho

Cada vez que eu tento acessar um artigo científico e me pedem o login e a senha (mediante pagamento por estas), eu me nego a acessar este artigo.
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Explico! sou trabalhador. E ainda não recebi de nenhum patrão este login e senha, afinal é o patrão que deve fornecer os instrumentos de trabalho.
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Agora, se meus patrões não querem que eu utilize ferramentas mais modernas de trabalho, eu sou obrigado a trabalhar com ferramentas mais rudimentares (artigos científicos mais antigos).
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Por sorte, os diversos órgãos governamentais (sempre o Estado, nunca a iniciativa privada!) têm investido recursos financeiros que nos permitem a todos acesso a artigos científicos mais recentes. Assim, é crescente o número de artigos científicos livremente acessíveis no site http://www.ncbi.nlm.nih.gov/ e em outras iniciativas tais como SCIELO.
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Eu professor, trabalhador, fico satisfeito de contar com os recursos crescentes da internet, embora isto me faça trabalhar ainda mais.
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Exercício e Asma e broncoconstricção

Os mecanismos subjacentes de Broncoconstricção induzida por exercício e Asma induzida por exercício são multifatoriais complexos.

Chan-Yeung et al, na década de 1970, identificou que a severidade da constricção da via aérea estava associada com nível de ventilação.

Na ventilação nasal normal, o ar inspirado é aquecido à temperatura corpórea e é completamente saturado com água no início das vias aéreas.

Ocorre um grande aumento no nível de ventilação durante exercício extenuante, e cavidade nasal é incapaz de condicionar todo o ar, que acaba chegando em vias mais distais disparando mudanças térmicas e osmóticas.

A perda de água na camada fluida periciliar das vias aéreas produz um ambiente hiperosmótico que pode estimular a degranulação dos mastócitos da mucosa pulmonar que liberam vários mediadores da inflamação, tais como histamina, leucotrienos, prostaglandinas, fator ativador de plaquetas e neuropeptídeos a partir de nervos sensitivos.

A liberação de mediadores estimula esparmos no músculo liso brônquico e, ocorre ainda um aumento da circulação sanguínea brônquica ocasionando congestão sanguínea nos capilares e gerando edema intersticial que intensificaria a obstrução.

Trecho do livro

Exercise-Induced Bronchoconstriction and Asthma.
Evidence Reports/Technology Assessments, No. 189.
Dryden DM, Spooner CH, Stickland MK, et al.

Disponível através do PUBMED.

Darcy Ribeiro - A Formação do Povo Brasileiro, eu me lembro dele vejo esta pesquisa

PARA LER MAIS, acesse


"publicado esta semana na revista PLoS One reforça que o segredo para identificar nossos ancestrais está nos genes. E surpreende ao provar que, de Norte a Sul do Brasil, é dos europeus o maior índice de contribuição genética – pelo menos 60% – para a formação do nosso povo.
O estudo surpreende ao provar que, de Norte a Sul do Brasil, é dos europeus o maior índice de contribuição genética para a formação do nosso povo
Já era de se esperar que a ancestralidade europeia predominasse sobre a africana e a indígena nas regiões Sul e Sudeste do país. O inesperado foi encontrar o mesmo resultado, ainda que com pequenas variações proporcionais, no Norte e no Nordeste, onde o número de pardos e negros sempre superou o de brancos.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Sobre o saber científico...

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"Para Fleck (1986), quando a teoria dominante ou estilo de pensamento está devidamente instaurado, passa por um período clássico constituindo a “harmonia das ilusões” e, nesta fase, só se observam fatos que se encaixam perfeitamente na teoria dominante."
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Scheid, Ferrari e Delizoicov, 2005.
Ciência & Educação, v. 11, n. 2, p. 223-233

Seu pai e sua mãe são imortais, sabia? (ou quase!)

Olhe, minha querida colega, você traz consigo os genes de seus pais (embora não todos de ambos) mas traz consigo as informações que antes estavam em seus pais. E mesmo quando o corpo de seu pai ou de sua mãe, não mais estiverem presentes, suas informações ainda estarão em você.
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A vida é um contínuo. Você continua a vida que havia antes, e seus filhos continuarão após você.
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Ok, você pode até dizer, e seu eu não tiver filhos!
Não importa, a não ser que ninguém mais os tenha!
Pra dizer a verdade, não importa mesmo que ninguém (humano) mais os tenha, pois outros seres vivos podem continuar gerando filhos.
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E você e seus irmãos são filhos de seus pais. E eu, você e seus irmãos somos tataranetos de nossos tataravós.
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E alguns tataravós mais no passado e todos os seres vivos se encontrarão - A origem.
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A vida é apenas uma. Um novo ser vivo não aparece. Ele apenas continua a vida que já se iniciou.
Da mesma forma, não se morre, a vida continua sempre.
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Não há duas vidas, mas apenas a vida.
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A célula é um monte de moléculas reagindo...

Uma célula é constituída por substâncias inorgânicas e orgânicas.
As substâncias inorgânicas são a água, os minerais, gases.
As substâncias orgânicas são carboidratos, lipídios, proteínas, ácidos nucléicos.
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A célula é um universo em que estas moléculas interagem, e como resultado conseguimos verificar a estruturação e manutenção de estruturas (membranas, arranjos protéicos, estoques de carboidrato ou lipídio, cromossomos).
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Mas dá para ignorar um pouco as estruturas maiores (organelas e estruturas como os cromossomos) e pensar basicamente em termo de substâncias.
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Assim,
Um código presente no DNA permite a formação de PROTEÍNAS, por intermédio de RNA.
As proteínas formadas ou estruturam as células, ou atuam sobre as substâncias.
As proteínas podem montar ou desmontar carboidratos, lipídios, DNA, RNA, e as próprias proteínas.
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Isto tudo ocorre com consumo de energia, boa parte da qual se perde, sendo necessário sempre a entrada de mais energia no sistema celular, para que ele funcione.
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O DOGMA CENTRAL

Estudar genética é um desafio para qualquer estudante, por diversos motivos, mas especialmente porque exige a união da compreensão do funcionamento do corpo ou de uma célula aliada à compreensão de fenômenos bioquímicos, e a consequente necessidade de estudar moléculas e seus metabolismos. Isto pode ser muito abstrato para alguns!
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Eu então diria para você tentar simplificar os conceitos na medida do possível. Mas isto nem sempre será possível.
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Algumas coisas necessárias para pensar (embora simplificadas):
- Um organismo pode ser interpretado como uma fábrica;
- Esta fábrica não pára de funcionar totalmente, a não ser que "morra";
- Seu funcionamento é o funcionamento de diversos pequenas máquinas;
- O que faz esta fábrica funcionar são máquinas chamados de proteínas;
- Algumas proteínas são como operárias, ou seja, realizam funções de construção ou destruição;
- Outras proteínas se parecem mais com alguns objetos que existem na fábrica, tais como parafuso, escadas, que estruturam a fábrica;
- Trazendo de volta à célula, as proteínas realizam ou ação estrutural ou ação enzimática;
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- Nem tudo que existe nesta fábrica são seus operários e seus objetos estruturais;
- Existem produtos que servem para serem alterados, transformados, modificados;
- Imagine por exemplo, uma fábrica que tenha plástico como matéria prima para a fabricação de bonequinhos;
- Temos o operário que utiliza a matéria prima e a transforma no objeto desejado;
- O operário é a proteína catalisadora (enzima) da reação de transformação do substrato em um produto (metabolismo);
- Assim, já temos nesta fábrica, as proteínas e seus substratos (que podem na verdade ser todas as substâncias inclusive outras proteínas).
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- Mas, como esta proteína enzimática (operário) consegue realizar a ação específica?
- Bem, imagine que o operário do plástico tem todas as informações para realizar a tarefa. E tem isso devido a sua formação;
- As proteínas são assim na sua formação, cada proteína é estruturada e de acordo com sua estrutura ela realiza determinada tarefa;
- A ação de uma proteína depende de sua estrutura (forma);
- E a forma da proteína depende da sequência de seus aminoácidos (tijolos básicos da proteína);
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Disto resulta o seguinte,
- um operário mal formado não consegue exercer sua função;
- bem como uma proteína mal formada também não.
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Um operário pode ser forjado em um curso (por exemplo, no SENAI) e ser resultado de toda uma codificação complexa - o estudo realizado durante o curso;
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A proteína também é forjada a partir das instruções presente em curso - e os códigos estão no DNA.
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Assim, temos que as informações presentes no curso de plástico (do SENAI) forma o operário;
E, as informações presentes no DNA forma a proteína;
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Acontece que a proteína não pode ser formada diretamente do DNA, sendo necessário um etapa intermediária, a formação de RNA.
É como se a partir das informações dos livros do curso de plástico fosse necessário que professores ensinassem os operários (passasse a informação dos cursos para os operários);
Da mesma forma, para a formação de proteínas, a informação contida no DNA é passada para o RNA, e então a partir da informação presente no RNA ocorre a produção da proteína.
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Todo este processo, este fluxo de informação e ação é conhecido como DOGMA CENTRAL DA GENÉTICA.
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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Cromossomo Y

http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/por-dentro-das-celulas/uma-doce-batalha-entre-os-sexos


Os cromossomos X e Y
Em mamíferos, os machos possuem dois cromossomos sexuais diferentes (XY) e são, portanto, heterogaméticos. O sexo é determinado pelo cromossomo Y, que é herdado exclusivamente da linhagem masculina. Apesar de sua importância, o cromossomo Y representa apenas 0,38% do genoma humano e é assim denominado porque se assemelha a uma letra Y quando analisado sob microscopia. Raciocínio idêntico pode ser feito para o cromossomo X.
Cromossomos sexuais
Cromossomos sexuais X e Y do homem,com a região pseudoautossômica do braço curto das moléculas (PAR1) marcada em verde (foto: Steffen Dietzel).
O cromossomo Y possui duas regiões similares ou homólogas ao cromossomo X que são responsáveis pelo pareamento dessas moléculas durante a divisão celular. Essas regiões, chamadas pseudoautossômicas (PAR1 e PAR2), estão localizadas nas extremidades do braço longo e do braço curto do cromossomo Y.
Contudo, cerca de 95% do cromossomo Y  não se recombinam com o cromossomo X. Essa região, conhecida como NRY (do termo inglês Non-Recombining Region), possui genes em um estado individualizado ou haploide, que, por isso, são transmitidos diretamente entre os pais e seus filhos do sexo masculino.
Por vários anos acreditou-se que o cromossomo Y fosse similar a um “deserto” que conduzia apenas um gene, conhecido como SRY (do termo inglês Sex Determining Region), relacionado com a determinação do sexo. Porém, pesquisas recentes revelaram que o cromossomo Y é bem mais rico: nos homens, por exemplo, ele possui 86 genes – a maior parte presente em NRY –, que codificam 23 proteínas, muitas das quais produzem características distintivas do sexo masculino ou holândricas.
Alguns genes identificados na região NRY estão associados à manutenção da fisiologia celular. Contudo, nessa região existem 10 genes expressos apenas nos testículos e que estão envolvidos com o controle da produção e diferenciação de espermatozoides. Pacientes que têm deleções ou mutações em NRY apresentam um número reduzido ou uma ausência total de espermatozoides em seu sêmen.
Os genes na região NRY são expressos em cópias múltiplas. Esse padrão de ocorrência aumenta a eficiência da espermatogênese e diminui a influência de deleções ou mutações sobre esse processo. Esse tipo de arranjo também permite que esses genes apresentem diferenças em suas sequências e criem combinações de variantes gênicas ou alelos para cada indivíduo. Contudo, não está definido claramente ainda se existe uma relação entre a composição da região NRY e um maior sucesso em termos de seleção sexual.
Os genes presentes em 95% do cromossomo Y influenciam aspectos envolvidos na seleção sexual na vida adulta
Outros genes do cromossomo Y estão associados com o controle do desenvolvimento embrionário, da estatura e do crescimento de dentes. Em várias espécies de mamíferos, embriões XY desenvolvem-se mais rapidamente até a metade da gestação do que embriões XX. Isso se reflete em um número maior de blastômeros e somitos, além de maior peso e tamanho corporal ou da cabeça. Esses processos parecem ser controlados por um único gene, denominado controlador do desenvolvimento do cromossomo Y ou GCY (do termo inglês Growth Control Y).
Os genes presentes em NRY influenciam aspectos envolvidos na seleção sexual na vida adulta. Alguns exemplos são os genes associados a um maior tamanho corporal e ao desenvolvimento de dentes, fatores importantes em processos de disputa territorial e pela atenção de fêmeas. Mas como essas descobertas sobre a biologia do cromossomo Y estão relacionadas à seleção sexual?

Fazendo a vida. O pai de um novo ser vivo sem pai.

Você, caro amiga(o) aluna(o) de genética do curso de Odontologia, talvez tenha visto, e até procurado ler mais, mas se não foi o caso, procure entender o feito realizado por a equipe comandada por CRAIG VENTER.
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Mycoplasma mycoides JCVI-syn1.0 - o primeiro ser vivo filho de um computador.
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http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=4154&bd=1&pg=1
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Da mesma forma como estudamos recentemente as pesquisas realizadas por Griffith, MacLeoad, MacCarthy e Avery, CERTAMENTE no futuro (e já no presente) estudaremos como parte da HISTÓRIA DA GENÉTICA os experimentos (TECNOLOGIAS) desenvolvidas por este grupo - o de Craig Venter.
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Acesse o link anterior para visitar a Revista Pesquisa FAPESP. E boa leitura!

A louca boate da energia

Oi, é bom você ir se acostumando com a 1ª e a 2ª leis da termodinâmica.
Pra dizer a verdade, você já está acostumado, apenas às vezes não sabe disto.
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Um texto sobre a importância do desequilíbrio está na matéria da Revista Ciência Hoje. Siga o link abaixo:

http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/fisica-sem-misterio/o-equilibrio-e-mesmo-necessario

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Conventional wisdom of how neurons operate challenged: Axons can work in reverse

Conventional wisdom of how neurons operate challenged: Axons can work in reverse

QUANDO A CONSCIÊNCIA E A CORAGEM FALAM MAIS ALTO

Pensando sobre PATOGÊNESE de aterosclerose

Amigos da Odontologia estamos estudando Genética juntos, e esta postagem interessa de certa forma a você. Enquanto os amigos da Biomedicina, cursando POS, poderão apreciar um mecanismo envolvido na patogênese da aterosclerose.
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Este texto foi baseado principalmente em :
um texto de divulgação científica no site sciencedaily.com publicado ontem.

e na leitura atenciosa de:

Robert S. Schwartz, Holger K. Eltzschig, Peter Carmeliet.Hypoxia and InflammationNew England Journal of Medicine, 2011; 364 (7): 656 


Fu et al.: Hypoxia stimulates the expression of macrophage migration inhibitory factor in human vascular smooth
muscle cells via HIF-1a dependent pathway. BMC Cell Biology 2010 11:66.

mas utilizou também outras fontes. As ilustrações estão disponíveis no Wikipedia.
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SÁBADO, 19 DE FEVEREIRO DE 2011 – 12:00 HORAS am (até às 14:30)

Durante a hipóxia, o HIF-1α expresso é estabilizado e não degradado. A sua disponibilidade permite que atue como fator de transcrição de diversos genes.
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Uma das proteínas reguladas por este fator de transcrição é MIF  (Macrophage migration Inhbitory Factor). Voltaremos daqui a pouco a ela, antes devo dizer que:
“durante a hipóxia, radicais livres (espécies reativas do oxigênio) e uma enzima cinase regulada por sinais extracelulares (ERK) são ativados, e são essenciais para a expressão de MIF.”
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Bem outra informação relevante é a de que, sob hipóxia, células musculares lisas vasculares multiplicam-se por ação do MIF, e esta proteína, ainda, estimula a migração dos macrófagos.
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Eu sei, agora, você pode ter ficado confuso com o nome da proteína afinal a tradução de Macrophage migration Inhbitory Factor é, literalmente, Fator Inibidor da migração de macrófagos!!!!! Mas, o que ocorre é o seguinte, o MIF tem ação pró-inflamatória (permitindo a migração de macrófagos), e faz isto inibindo o sinal ANTI-inflamatório de fármacos glicocorticóides. Estes fármacos importantes são largamente utilizados para reduzir fortemente o estado inflamatório, aliviando a sintomatologia do paciente. Mas seu uso inadequado tem efeitos colaterais importantes.
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Resumindo, sob hipóxia HIF-1α estimula MIF que estimula a proliferação de células musculares lisas de vasos sanguíneos e a migração de macrófagos na parede de vasos sanguíneos.
Estes achados podem ser importantes para entender a patogênese da ATEROSCLEROSE progressiva, uma vez que os macrófagos são células centrais neste distúrbio vascular.



Sobre eugenia no Brasil e algumas de suas consequências

O trecho a seguir é do artigo científico A Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo
e a reconfiguração da identidade profissional da Enfermagem Brasileira, de Campos & Oguisso (2008).


Sintomaticamente, a instauração da República evoca um dos grandes momentos da saúde pública brasileira, assim como recupera um dos marcos da história da enfermagem no Brasil, conhecida como Missão Parsons
(9). A historiografia dominante indica que as vicissitudes do novo regime resultaram em reformas sanitárias,
instauração de políticas de saúde pública, criação de campanhas, ligas, associações, escolas e outros espaços institucionais, reafirmando que a questão da saúde no Brasil polarizou os investimentos durante a Primeira República (1889-1930).

Concentrados em esforços políticos, os movimentos em torno da saúde pretendiam reverter a representação do país, visto como um local impuro, viciado, pestilento, propício ao desenvolvimento de doenças, inclusive, por sua característica maior, a miscigenação de sua população. Econômica e politicamente desfavorável, a
visibilidade dominante deveria ser alterada. Para tanto, cidades foram higienizadas, habitações populares e coletivas destruídas, ruas e avenidas remodeladas e a população branqueada com a entrada massiva de imigrantes, o que também preocupava médicos, sanitaristas e eugenistas que viveram no século passado. A
comunicação proferida por Renato Kehl, um ilustre médico do período, durante os eventos do Primeiro Congresso Brasileiro de Eugenia, realizado no Rio de Janeiro, em 1929, permite entrever as representações do negro no Brasil:

"Senhores, O Brasil precisa augmentar o seu stock de homens
válidos. O poder de uma nação se aquilata pelo valor dos indivíduos
que a integram. Nada se diz de novo quando se affirma “que não
existe interesse ou bem estar da sociedade distincto do interesse e
bem estar de seus membros”. O nosso stock de homens, physica e
mentalmente superiores, é diminuto (...) Pergunto a mim mesmo:
será isso conseqüência da mistura das raças, será isso o que pintou
Paulo Prado no “Retrato do Brasil”? Será um mal insanável? (sic)
(10)
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A República nascia com a missão de regenerar o país ainda atado ao seu passado colonial. No pensar das elites políticas e dominantes, a profilaxia, a saúde pública e as mudanças de hábitos cotidianos conduziriam os brasileiros para o estado mais avançado da vida em sociedade. Tais protocolos impunham regras para morar,

vestir-se, comer, cuidar da saúde, projetados por discursos médicos que visavam controlar o social. Entretanto, como analisou Jurandir Freire Costa, a imposição das normas médicas redefiniram a visibilidade do negro “...fazendo-o portador de uma força incoercível, a força da doença e da imoralidade...”
(11)
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Para o alcance dos objetivos propostos pela República (sanar um país doente) era preciso controlar as populações, interromper os “vícios da hereditariedade”, os desvios da moral, originários da mistura racial. Identificados como inferiores, a imensa maioria de negros, pardos, mulatos, pretos, assumiam funções sociais
desprestigiadas, dificultando ainda mais a participação do negro na sociedade mais ampla e, no caso específico, impedindo que mulheres negras ingressassem na enfermagem profissional. No âmbito específico da enfermagem brasileira, Barreira permite considerar que as representações dominantes, construídas sobre
os negros, influenciaram a formação da liderança da enfermagem nacional. De acordo com a autora, “...várias das candidatas que atenderam aos apelos humanitários e patrióticos dos médicos sanitaristas provinham da classe média alta da sociedade, muitas delas tendo sido diretamente por eles recrutadas. Não obstante,
candidatas oriundas de famílias pobres poderiam ser bem recebidas, mas o mesmo não ocorreria com as candidatas negras...”
(11)
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Tenha consciência... e entenda....

O Operário Em Construção

Por Vinicius de Moraes

E o Diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe o Diabo:

– Dar-te-ei todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue e dou-o a quem quero; portanto, se tu me adorares, tudo será teu.

E Jesus, respondendo, disse-lhe:

– Vai-te, Satanás; porque está escrito: adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás.
Lucas, cap. V, vs. 5-8.

Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.

De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia...
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.

Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
– Garrafa, prato, facão – 
Era ele quem os fazia 
Ele, um humilde operário, 
Um operário em construção. 
Olhou em torno: gamela 
Banco, enxerga, caldeirão 
Vidro, parede, janela 
Casa, cidade, nação! 
Tudo, tudo o que existia 
Era ele quem o fazia 
Ele, um humilde operário 
Um operário que sabia 
Exercer a profissão.

Ah, homens de pensamento 
Não sabereis nunca o quanto 
Aquele humilde operário 
Soube naquele momento! 
Naquela casa vazia 
Que ele mesmo levantara 
Um mundo novo nascia 
De que sequer suspeitava. 
O operário emocionado 
Olhou sua própria mão 
Sua rude mão de operário 
De operário em construção 
E olhando bem para ela 
Teve um segundo a impressão 
De que não havia no mundo 
Coisa que fosse mais bela.

Foi dentro da compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário.
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão
Pois além do que sabia
– Exercer a profissão –
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.

E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.

E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não.
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:

Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.

E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução.

Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação
– "Convençam-no" do contrário –
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isso sorria.

Dia seguinte, o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão.
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!

Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
Muitas outras seguirão.
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.

Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
– Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.

Disse, e fitou o operário
Que olhava e que refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.
O operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!

– Loucura! – gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
– Mentira! – disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.

E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Com o medo em solidão.

Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão.
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão.
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção.