segunda-feira, 11 de julho de 2011

Uma reflexão sobre demissão

A postagem de hoje é sobre demissão.
O processo de demissão é algo normal, no entanto, sempre é necessário a realização de reflexões.
Há sempre um embate nas relações humanas. Este embate se refere ao fato de ser um processo vivo.
Nas relações de trabalho, são muitos os objetivos envolvidos.
Alguns dos objetivos são comuns a todos os membros da comunidade envolvida, outros objetivos são específicos de cada setor (ou membro da comunidade).
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Os choques que ocorrem podem envolver todos estes objetivos, mesmo os comuns. Isto porque nem sempre a forma de alcançar estes objetivos é consensual. Mas, estes conflitos são mais intensos quando envolvem objetivos não-comuns, às vezes díspares.
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O educador deve sempre estar envolvido com os objetivos relacionados ao processo de construção do conhecimento, técnicos e humanos. Paulo Freire nos aponta uma série de características envolvidas no processo, assim:
Uma vez que Não há docência sem discência
- Ensinar exige
-- rigorosidade metódica;
-- pesquisa
-- respeito aos saberes dos educandos;
-- criticidade;
-- estética e ética;
-- corporeificação das palavras pelo exemplo;
-- risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação;
-- reflexão crítica sobre a prática;
-- o reconhecimento e a assunção da identidade cultural;


Uma vez que Ensinar não é transferir conhecimento
- Ensinar exige
-- consciência do inacabado
-- o reconhecimento de ser condicionado
-- respeito à autonomia do ser do educando
-- bom-senso
-- humildade, tolerância e luta em defesa dos direitos dos educadores
-- apreensão da realidade
-- alegria e esperança
-- a convicção de que a mudança é possível
-- curiosidade

Uma vez que Ensinar é uma especificidade humana
- Ensinar exige


-- segurança, competência profissional e generosidade
-- comprometimento
-- compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo
-- liberdade e autoridade
-- tomada consciente de decisões
-- saber escutar
-- reconhecer que a educação é ideológica
-- disponibilidade para o diálogo
-- querer bem aos educandos
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Apresentado estas exigências discutidas em Paulo Freire, gostaria de dizer que dentre os meus objetivos havia, há e sempre haverá uma identificação com o que ele postulou. E estes objetivos, apesar da aparência tão singela, são transformadores. E, diante de um mundo antropofágico, ainda vale manter a humana alma.
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Cito aqui ainda, Vinícios de Morais
 

Escolas privadas têm turmas mais cheias que as escolas públicas

Escolas privadas têm turmas mais cheias que as escolas públicas

FÁBIO TAKAHASHI
ALESSANDRA BALLES
DE SÃO PAULO

Dados divulgados pela primeira vez na internet pelo Ministério da Educação mostram que escolas privadas podem ter classes maiores que as públicas e que não há perfil padrão entre as melhores no Enem.
Folha tabulou e publica nesta segunda-feira essas e outras informações --como taxa de reprovação por colégio-- que visam ajudar as famílias a analisar instituições de ensino fundamental e médio.
"A existência de mais indicadores pode relativizar o ranking do Enem como o único termômetro para a avaliação", disse Silvia Colello, educadora da USP. Os dados são de 2010. Anteriormente, mesmo de anos anteriores, só estavam disponíveis a quem consultasse diretamente o Inep (órgão de pesquisas do MEC).
Um desses indicadores é o número de alunos por sala de aula, que pode interferir na relação entre os estudantes e deles com seus professores.
Mesmo cobrando mensalidades, três colégios privados são os que mais possuem alunos de ensino médio por turma na capital paulista --o Adventista da Liberdade, o Etapa e o Objetivo-Paz têm classes maiores que qualquer colégio público.
No Adventista, a média por turma é de 55. No Etapa são 51, e na unidade Paz do Objetivo, 49. A primeira pública é a José de San Martin, com 49. Procurados desde terça, assessores dos colégios afirmaram que não encontraram representantes das escolas para comentar os dados, devido às férias.
"Em turmas cheias, provavelmente a avaliação do aluno será feita com base na prova, e não pelo desenvolvimento no ano", disse a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar.
Educadores apontam ainda que turmas grandes impedem que o docente dê atenção individualizada ao jovem, além de dificultar atividades em grupo e interativas.
Já em relação ao desempenho em avaliações, as pesquisas não são conclusivas se classes numerosas prejudicam o rendimento dos alunos de ensino médio --a relação é mais clara nas séries iniciais do fundamental.
O colégio Adventista, por exemplo, obteve a 206ª melhor nota do Enem 2009 (último divulgado), entre cerca de 800 escolas; o Etapa foi o sétimo, e o Objetivo-Paz, 28º.

"Essas escolas até conseguem passar o conteúdo. Mas a pergunta é se ela deve ser só repassadora de conteúdos ou é também para formar pessoas", disse Mozart Neves, membro do Conselho Nacional de Educação.

Ele pondera que os colégios podem ter turmas grandes para obter mais lucro ou por falta de bons professores.

Na média, o sistema público possui turmas maiores --são 39 alunos por sala, contra 26 nas particulares.
Colaboraram ANDRESSA TAFFAREL e ANDRÉ MONTEIRO

domingo, 10 de julho de 2011

Você conhece a estrutura abaixo?

Pensamento positivo não cura câncer

.http://blogdofavre.ig.com.br/2011/07/%E2%80%9Cpensamento-positivo-nao-cura-cancer%E2%80%9D/

Entrevista
Nos últimos 30 anos, a psiquiatra Jimmie Holland dedicou-se a ajudar pacientes, familiares e médicos a lidar com os aspectos psicológicos que surgem junto com o diagnóstico de câncer. Foi pioneira em estudos sobre psico-oncologia e é autora do livro The Human Side of Cancer

Natalia Cuminale, VEJA

de Nova York
Jimmie Holland, médica do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, Nova York
Jimmie Holland, médica do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, Nova York (Memorial Sloan-Kettering Cancer Center/Divulgação)

Em 1977, quando começou a trabalhar no Memorial Sloan-Kettering, o maior centro de oncologia de Nova York, a psiquiatra Jimmie Holland era uma figura estranha ao corpo médico especializado. “As pessoas costumavam perguntar por que um hospital de câncer precisava de um psiquiatra. Alguns chegavam a comentar: ‘não tem ninguém louco aqui’”, conta Jimmie. Desde então muita coisa mudou. Os mais renomados hospitais de oncologia no mundo não só sabem da importância de associar a psiquiatria e a psicologia ao tratamento da doença, como incorporaram pprofissionais da área em suas equipes.Jimmie, por sua vez, fundou a Sociedade Internacional de Psico-Oncologia e escreveu o livro The Human Side of Cancer (O Lado Humano do Câncer, sem edição no Brasil, Quill), tornado-se uma das maiores referências internacionais no assunto.
Em estudos e experiência acumulados nessas três décadas, Jimmie comprovou que o estado emocional do paciente de câncer é fundamental para o sucesso do tratamento. “Perguntar à pessoa sobre o seu nível de angústia é tão importante quanto perguntar sobre seu nível de dor”, avalia. “Se uma pessoa está depressiva, ela pode desistir do tratamento ou não buscar as melhores formas de enfrentar a doença.”
A psiquiatra afirma, no entanto, que associar a cura da doença – ou o aumento das chances de cura – ao otimismo é um mito, uma bobagem. “Otimismo não cura câncer”, avisa. “Mas a depressão atrapalha e precisa ser encarada como parte do tratamento geral.” De acordo com estudos, um terço dos pacientes com câncer pode apresentar quadro de depressão – e esse número é maior em pessoas com tumores considerados graves. No hospital Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, em Nova York, Jimmie Holland concedeu a seguinte entrevista a VEJA:
A senhora foi pioneira no tratamento psiquiátrico de pacientes com câncer. Por que se interessou por essa área? Sempre me interessei em ver como as pessoas lidavam com as doenças. Casei-me com um oncologista e percebi que se eu quisesse estudar reações a doenças eu teria de ter o câncer como foco. O câncer é uma doença que independe de idade, sexo, cultura ou classe social.
Mas como era fazer isso 30 anos atrás? Naquele tempo, os médicos não informavam seus pacientes sobre o diagnóstico de câncer. Pensava-se que era melhor não dizer nada porque as chances de sobrevivência eram poucas. Familiares também evitavam falar sobre a doença. A palavra câncer era um estigma. Não era fácil falar sobre a doença.
Quando isso mudou? Nos Estados Unidos, em meados da década de 70, nós começamos a falar de diagnóstico. As pessoas começaram a questionar sobre qual era o seu diagnóstico e quais eram as opções de tratamento. Os pacientes passaram a exigir mais diálogo com os médicos e não apenas receber instruções sobre o que deveria ser feito. Antes, os médicos agiam assim: “Eu sei o que você tem, mas não vamos dizer a você que isso é câncer”. Quando isso passou, eu diria que o câncer saiu do armário. Começamos a ter filmes em que o câncer aparecia em personagens, as pessoas começaram a escrever livros sobre a experiência de ficar doente e – finalmente – começamos a ver pessoas sendo curadas de câncer. Com tudo isso, passamos a ter menos medo dessa doença. E estávamos vendo a mesma coisa acontecer no resto do mundo.
Como os outros médicos reagiram a sua chegada ao hospital? Em 1977, as pessoas costumavam a dizer: “Por que precisamos de um psiquiatra em um hospital de câncer? Ninguém está louco aqui”. Meu trabalho no início foi mostrar que a importância de um acompanhamento psiquiátrico/psicológico não tinha nada a ver com loucura nesse caso. Quando uma pessoa descobre-se vítima de uma doença séria como o câncer, ela precisa se sentir segura, apoiada, e nesse quadro às vezes ela até precisa tratar a depressão, a ansiedade. Assim, ela terá mais forças par enfrentar a doença. Com o tempo, eles passaram a perceber que havia um papel importante a ser desempenhado por essa disciplina no tratamento de câncer. Além disso, a psiquiatria/psicologia também pode ajudar nos cuidados paliativos no fim da vida, quando um paciente já não tiver chances. Existem várias formas em que essas especialidades podem ser utilizadas.
O que deverá ser feito em seguida? O próximo passo para integrar ainda mais as duas áreas, é fazer com que todos os pacientes sejam questionados sobre seus níveis de angústia. Quando perguntamos ao paciente qual o seu nível de dor, de zero a dez, é uma forma rápida de saber sobre a dor. Por isso, tivemos a ideia de perguntar qual o nível de angústia, na mesma escala de zero a dez – transformando isso em uma referência que chamamos de termômetro da angústia. A partir de estudos, descobrimos que, se o paciente responder o número quatro ou maior que isso é necessário estudar a possibilidade de encaminhá-lo a um atendimento específico.
É possível dizer que todo paciente com câncer tem depressão? Não. Não acho que todos tenham depressão. Apenas penso que todos deveriam ser questionados se estão ou não depressivos. Sabemos que provavelmente um terço dos pacientes tem uma angústia significativa em algum momento do tratamento de câncer. Mas se pegarmos pessoas com tumores mais letais, como pulmão, cérebro e pâncreas, sabemos que aproximadamente metade deles tem depressão e ansiedade. Então, todos os pacientes precisam ser avaliados. Da mesma forma que eles são questionados sobre a dor, também precisam ser avaliados para a angústia. Vale ressaltar que nós escolhemos utilizar a palavra ‘angústia’ porque ela não é estigmatizada, como a palavra depressão.
Em casos em que o tratamento psiquiátrico não é oferecido ao paciente com câncer, quando os pacientes precisam procurar por ajuda? Basicamente, quando o paciente não consegue levantar da cama, se recusa a fazer os tratamentos capazes de salvar sua vida, não sente prazer em nada e não tem nenhuma esperança de cura. Todos esses são sintomas de pessoas que precisam ser avaliadas. Em alguns casos, as pessoas se tornam tão ansiosas que não dormem à noite, têm problemas de concentração e não conseguem tirar os pensamentos sobre a doença da cabeça. Esses sinais mostram que uma pessoa precisa de ajuda.
Qual a importância da família durante o tratamento? A família é muito importante. Chamamos os familiares de pacientes secundários. O câncer afeta toda a família. Por isso, todos têm que ser considerados. Ao atender um paciente, estamos sempre preocupados com a família.
A depressão desaparece depois da cura? As pessoas que sobrevivem geralmente têm muito medo sobre a recorrência da doença. Elas ficam com medo de o tumor voltar e podem ficar depressivas por isso. Sabemos que cerca de 20% dos sobreviventes podem ter problemas psicológicos contínuos após o câncer.

O que a senhora diria para quem acredita que pensamento positivo ajuda na cura do câncer?
É preciso esclarecer que pensamentos positivos não fazem com que você viva por mais tempo. Da mesma forma que pensamentos negativos também não fazem com que você viva menos. As pessoas gostam de acreditar que, se forem positivas, viverão mais. Pensar positivo é melhor para o seu tratamento e também é melhor para a sua família. Mas isso não afeta diretamente o curso da doença.

A senhora acredita que a forma com que o paciente lida com o câncer pode influenciar no sucesso do tratamento?
Sem dúvida, mas apenas no sentido de que é preciso a ação do paciente diante dos melhores tratamento para a doença. Ou seja, se uma pessoa está depressiva, ela pode desistir do tratamento ou evitar as melhores formas de enfrentar a doença. Mas não há um tipo de personalidade e nenhum outro tipo de ação feita pela mente que afete o sistema imunológico a ponto de curar o câncer. É bom que isso fique claro. Não há nenhuma influência da mente ou do humor no processo de cura.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Em caso de avulsão dentária. O dente pode ser reposto no alvéolo...

Caríssimo colega da Odontologia, na novela agora a pouco o Léo perdeu um dente. Parece-me que não foi fratura do elemento dentário. Mas se for fratura, também o fragmento poderia ser colado.

Agora, um comentário importante é o de que o que Norma está fazendo é um crime terrível!
- Cárcere privado

Ela deveria retorna à prisão. É uma pessoa doente e perigosa.

Precisamos ter cuidado com as mensagens que a mídia passa! Uma mídia inumana.

Quêtaupensarsobraprendizagem?

http://www.rieoei.org/jano/4097CabelloJano.pdf
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O processo de aprendizagem é paciente porque  os resultados nem sempre aparecem imediatamente e sempre se modificam. (quase nunca aparecem imediatamente!)
Descubra lendo o artigo de
As mudanças do processo de ensino e aprendizagem
perante a sociedade do conhecimento


porquê a aprendizagem é
- confiante...
e um
- processo afetuoso...
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E, descubra porque o autor explicita que
O educador deve descobrir a real velocidade da aprendizagem e a base em que seu educando está montado para que a partir daí consiga motivar, provocar interesse e destacar que o saber transmitido aos educandos tem clara aplicação na sociedade em que vivemos.
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"Só vale a penas ser educador dentro de um contexto comunicacional participativo, interativo, vivencial.... Não vale a pena ensinar dentro de estruturas autoritárias e ensinar de forma autoritária."
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Ética e seus riscos!

http://ricardogomezz.posterous.com/60042579

É difícil ser ético! e trabalhar com ética!
Mas sinceramente vale à pena!

Em qual o modo de ensino você gostaria de participar?

Laurillardi apresenta um diagrama em que discute diferentes modos de ensino:
(a) aprendizagem através da aquisição
(b) aprendizagem através da discussão
(c) aprendizagem através da descoberta
(d) aprendizagem através da descoberta orientada

Para conhecer mais sobre os modos de aprendizagem segundo Laurillardi KliKaKi.

Laurillard, D. (2002). Rethinking University Teaching. A conversational framework for the effective use of learning technologies. London: Routledge 

Título para artigos científicos? qual é a dica?


Um título ideal deve ser curto, informativo e atraente.
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ViZiTi. KliKaKi.
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terça-feira, 5 de julho de 2011

Educação não é mercadoria

Oi,

Nesta segunda, o Pensamento Nacional de Bases Empresariais (PNBE) vai entregar o prêmio “Brasileiros de Valor 2011″. O júri me escolheu, mas, depois de analisar um pouco, decidi recusar o prêmio.

Mandei essa carta aí embaixo para a organização, agradecendo e expondo os motivos pelos quais não iria receber a premiação. Minha luta é outra.

Espero que a carta sirva para debatermos a privatização do ensino e o papel de organizações e campanhas que se dizem “amigas da escola”.

Amanda


Natal, 02 de julho de 2011

Prezado júri do 19º Prêmio PNBE,

Recebi comunicado notificando que este júri decidiu conferir-me o prêmio de 2011 na categoria Educador de Valor, “pela relevante posição a favor da dignidade humana e o amor a educação”. A premiação é importante reconhecimento do movimento reivindicativo dos professores, de seu papel central no processo educativo e na vida de nosso país. A dramática situação na qual se encontra hoje a escola brasileira tem acarretado uma inédita desvalorização do trabalho docente. Os salários aviltantes, as péssimas condições de trabalho, as absurdas exigências por parte das secretarias e do Ministério da Educação fazem com que seja cada vez maior o número de professores talentosos que após um curto e angustiante período de exercício da docência exonera-se em busca de melhores condições de vida e trabalho.

Embora exista desde 1994 esta é a primeira vez que esse prêmio é destinado a uma professora comprometida com o movimento reivindicativo de sua categoria. Evidenciando suas prioridades, esse mesmo prêmio foi antes de mim destinado à Fundação Bradesco, à Fundação Victor Civita (editora Abril), ao Canal Futura (mantido pela Rede Globo) e a empresários da educação. Em categorias diferentes também foram agraciadas com ele corporações como Banco Itaú, Embraer, Natura Cosméticos, McDonald’s, Brasil Telecon e Casas Bahia, bem como a políticos tradicionais como Fernando Henrique Cardoso, Pedro Simon, Gabriel Chalita e Marina Silva.


A minha luta é muito diferente dessas instituições, empresas e personalidades. Minha luta é igual a de milhares de professores da rede pública. É um combate pelo ensino público, gratuito e de qualidade, pela valorização do trabalho docente e para que 10% do Produto Interno Bruto seja destinado imediatamente para a educação. Os pressupostos dessa luta são diametralmente diferentes daqueles que norteiam o PNBE. Entidade empresarial fundada no final da década de 1980, esta manteve sempre seu compromisso com a economia de mercado. Assim como o movimento dos professores sou contrária à mercantilização do ensino e ao modelo empreendedorista defendido pelo PNBE. A educação não é uma mercadoria, mas um direito inalienável de todo ser humano. Ela não é uma atividade que possa ser gerenciada por meio de um modelo empresarial, mas um bem público que deve ser administrado de modo eficiente e sem perder de vista sua finalidade.


Oponho-me à privatização da educação, às parcerias empresa-escola e às chamadas “organizações da sociedade civil de interesse público” (Oscips), utilizadas para desobrigar o Estado de seu dever para com o ensino público. Defendo que 10% do PIB seja destinado exclusivamente para instituições educacionais estatais e gratuitas. Não quero que nenhum centavo seja dirigido para organizações que se autodenominam amigas ou parceiras da escola, mas que encaram estas apenas como uma oportunidade de marketing ou, simplesmente, de negócios e desoneração fiscal.


Por essa razão, não posso aceitar esse Prêmio. Aceitá-lo significaria renunciar a tudo por que tenho lutado desde 2001, quando ingressei em uma Universidade pública, que era gradativamente privatizada, muito embora somente dez anos depois, por força da internet, a minha voz tenha sido ouvida, ecoando a voz de milhões de trabalhadores e estudantes do Brasil inteiro que hoje compartilham comigo suas angústias históricas. Prefiro, então, recusá-lo e ficar com meus ideais, ao lado de meus companheiros e longe dos empresários da educação.


Saudações,
Professora Amanda Gurgel

Esculpidores para a Odontologia

NÃO COMPRE NADA AINDA. A LISTA OFICIAL DE MATERIAL AINDA NÃO SAIU.
Alguns dos instrumentais que você que faz Odontologia na Faculdade Leão Sampaio irá conhecer e trabalhar no período que vem.

Esculpidor Lecron
Esculpidor Hollemback
Esculpidor Frahn

Férias para que te quero?

Estou vendo que minha diversão está garantida para as férias. Graças a internet. Além da Dental Cosmos que eu já leio há uns quatro anos (através da net) porque materialmente conheci em Minas Gerais em 1997, acessei agora uns texto um pouco mais antigos - 1817.
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Ou seja, é garantia de boa leitura. Estou animado.

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Forame e Canal Paramandibular (forame de Serres e conduto de Serres)

Caríssima colega do curso de  Odontologia da Faculdade Leão Sampaio,

Em 2011.2 você cursará uma disciplina denominada Anatomia Bucomaxilofacial.

Uma disciplina fundamental que te fornecerá bases para sua atuação profissional. Ela exigirá seus conhecimentos adquiridos em ANATOMIA GERAL.

Assim, você deve está preparado, conhecedor dos termos técnicos utilizados em anatomia, e habituado à descrição anatômica.
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Para você não pensar que anatomia é algo já totalmente conhecido e que nenhuma novidade pode surgir, apresento a seguir uma sugestão de leitura. Veja como cada disciplina, inclusive Anatomia, pode ser um constante campo de descobertas e reavaliações, com importantes implicações clínicas (diagnóstica e terapêuticas).
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Da Universidad de Talca e da Universidade Federal de São Paulo,
Suazo, Zavando & Smith (2008) realizaram importante avaliação da anatomia de mandíbulas da coleção da UNIFESP e chegaram a conclusão que a denominação de forame de Serres e conduto de Serres deveria ser alterada para forame paramandibular e canal paramandibular, e, ainda que não deveriam ser considerados variações anatômicas porque apresentam grande frequência fisiológica.
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Para ler o artigo acesse http://www.scielo.cl/pdf/ijmorphol/v27n1/art08.pdf.
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domingo, 3 de julho de 2011

Viu como foi bom cursar Genética e Evolução? agora você já conhece os telômeros.

Veja que o conhecimento sobre telômero pode ser responsável por você viver até 2130.
http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2011/07/02/avancos-da-medicina-aumentam-expectativa-de-vida-para-quem-esta-na-faixa-dos-40-anos-924822514.asp

Agora que você estudou anatomia, você conhece as PPPs?

As Pápulas Perláceas Penianas, também conhecidas como glândulas de Tyson, têm até blogue para divulgar informações e trocar experiências - http://eutenhoglandulasdetyson.blogspot.com/.
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Segundo Peixonto e colaboradores (2010), "as pápulas perláceas penianas (PPP), também conhecidas como glândulas de Tyson, são um tipo de angiofibroma; portanto, lesões benignas.São pápulas branco-peroladas, assintomáticas, localizadas na glande do pênis e com maior incidência na idade pós-puberal. Não necessitam de outro tratamento além da informação." e discutem ainda  "a importância da diferenciação clínica com papilomavírus humano (HPV) e outras entidades, e da realização de exame histopatológico nas lesões de diagnóstico incerto."

Oates (em: Genitourin Med 1997;73:137-138) informa que variam de tamanho, forma e cor em diferentes pessoas, mas são todas idênticas em um indivíduo. Podem ser em forma de cúpula ou cônicas, variam geralmente de 1-2mm e podem se apresentar brancas, amarelas,róseas ou quase transparentes. São encontradas no dorso da glande, geralmente em duas fileiras. Geralmente é notada por volta da puberdade. O aspecto histológico é uniforme, apresentando um epitélio fino, cobrindo uma área de fibrose e proliferação vascular.
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sábado, 2 de julho de 2011

Uma aula de genética - teatro mudo

Teatro produzido para o experimentando genética com o fim de fixar o conhecimento dos alunos quanto à extração de DNA. Projeto: "Difundindo e Popularizando Ciência" - Instituto de Biociências de Botucatu.

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quinta-feira, 30 de junho de 2011

CANCER TRANSMISSÍVEL



TVTC








TUMOR FACIAL DO DIABO-DA-TASMANIA





O câncer é uma doença genética resultante de alterações que promovam um crescimento desequilibrado da população celular em um ser vivo. Vários aspectos interessantes são aprendidos no estudo deste tipo de acontecimento biológico.

Agentes físicos (radiações), químicos (cigarro) e biológicos (vírus) podem ser considerados agentes causais das alterações genéticas. Observe-se, portanto, que a transmissão de vírus pode oferecer a alguns tipos de neoplasias um caráter infeccioso.

Mas, o que se observa no tumor facial do diabo-da-tasmânia é algo extremamente inusitado, embora não seja o único exemplo do fenômeno. O que é transmitido de animal para animal é o próprio tecido neoplásico. Há uma espécie de enxerto do tecido neoplásico adquirido durante brigas entre os animais. Assim, o tecido neoplásico se espalha entre vários exemplares de diabo-da-tasmânia, agindo como um ser vivo, como um agente infeccioso.

A doença é importante porque acarreta a morte do animal devido a disfagia por lesões no focinho.

O tumor venéreo transmissível canino (TVTC) é um outro exemplo de um comportamento similar para tecidos neoplásicos, um comportamento neoplásico alogênico, sem necessidade de transformação neoplásica de células do hospedeiro.

A clonalidade e a imortalidade como conceitos importantes em oncologia estão bem representados nestas situações.

observação: O prof. Anilton Vasconcelos foi meu professor no curso de doutorado da UFMG. Ele é um dos autores do texto do primeiro slide.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Bactérias cariogênicas podem invadir coração. Como fazem?


Streptococcus mutans fazem parte da microbiota bucal, mas em desequilíbrio podem causar cárie dentária. Há algum tempo se sabe que esta bactéria é capaz de causar bacteremias transitórias, ou seja, de alcançar a corrente sanguínea e circular pelo corpo. Ocasionalmente, também, podem invadir o tecido cardíaco e infectar o coração, causando endocardite.
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Agora, foi identificada uma proteína que confere esta capacidade, ou seja, o fator de virulência responsável pela invasão do tecido cardíaco por S. mutans. É uma proteína ligante de colágeno conhecida como CNM. O estudo envolveu o desenvolvimento de camundongo knockout1 para o gene CNM, o que causou perda da capacidade de invadir o tecido cardíaco.
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Felizmente, nem todas as amostras de S. mutans apresentam o gene para CNM, e o tipo mais comum não possui (tipo C). De qualquer forma, CNM pode servir de biomarcador das cepas mais virulentas.
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Para os autores, a identificação da cepa presente no paciente poderia indicar a necessidade de uso de antibioticoterapia preventiva.2
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Foi publicado no periódico Infection and Immunity de junho.
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J. H. Miller, A. R. Martinez, P. J. Simpson-Haidaris, R. A. Burne, J. A. Lemos. The Collagen-Binding Protein Cnm Is Required for Streptococcus mutans Adherence to and Intracellular Invasion of Human Coronary Artery Endothelial Cells. Infection and Immunity, 2011; 79 (6)

1.    1.  Knockout - inativação de um gene é uma técnica genética que consiste em bloquear a expressão de um gene específico num organismo.
2.    2.  Antibioticoterapia preventiva. Uso de antibióticos como prevenção a infecções. Mania que têm alguns autores de pensar repetidamente em usar antibióticos. Eu não acredito que seja uma boa opção, ou mesmo necessário.

Problema grave - a questão dos estágios em unidades de saúde pública

Em matéria veiculada pelo G1, a denúncia sobre o que ocorre em São Paulo.
O aprofundamento das investigações mostraram que além de profissionais que recebiam pagamento sem realização de trabalho, a instituição ainda descumpria legislação estadual e federal, cobrando por estágios de estudantes do ensino superior privado.
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Leia a matéria:
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/06/policia-investiga-se-hospital-de-sorocaba-cobrava-por-vaga-em-estagio.html
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E conheça também a legislação pertinente a ESTÁGIOS SUPERVISIONADOS.
É muito importante que os centros acadêmicos discutam esta legislação para que os estudantes tenham assegurados seus direitos:


http://www.normaslegais.com.br/legislacao/lei11788.htm
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E você ainda acredita no que os teus olhos te mostram?

A revista Ciência Hoje repercute a premiação das melhores ilusões de ótica produzida no último ano.
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Visite e para isso KliKaKi.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O melhor da anatomia! é um blogue super legal

Alana Lima, Laryssa Cardoso e Wenderson L. ajudam você a estudar anatomia de uma forma mais descontraída.
Fica a dica. Eu me diverti um bocado com os links.
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http://omelhordaanatomia.blogspot.com/
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http://www.sallyrobertopinheiro.com.br/

http://www.sallyrobertopinheiro.com.br/
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Você conhece o colega abaixo? Isabela Fechine nos apresenta...

Visite o blogue de Isabela Fechine ou veja no euteentrevisto.
Conheça também o blogue do colega.
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Recessões Gengivais Associadas à Escovação

Durante o segundo período de 2011, você, que cursa Odontologia na Faculdade Leão Sampaio, tem um encontro marcado com a HISTOLOGIA E EMBRIOLOGIA BUCAL.
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Constitui-se em uma disciplina especialmente importante, porque te oferecerá bases para todas as especialidades em Odontologia. Qualquer aspectos clínico que você possa pensar em termos de Odontologia exigirá conhecimentos profundos desta área.
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Assim, aproveite bastante a disciplina, e pense que vale o esforço investido em aprender e de apreender estes conhecimentos.
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A seguir uma figura a partir da dissertação de mestrado de Sara Cioccari Oliveira (orientada por Rui Vicente Oppermman). Caso se interesse em ler o trabalho KLIKAKI.
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ATENÇÃO - Seleção para monitoria - Cito e Histologia com prof. Roberto Pinheiro

Meus caríssimos e, claro, caríssimas colegas,

você que já passou pelo primeiro período sabe como a monitoria pode ajudar no desenvolvimento da disciplina, e terá agora a oportunidade de participar deste projeto estando do outro lado, como MONITOR.
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O prof. Roberto Pinheiro convida a todos os interessados a participar do processo seletivo.

FIQUE ATENTO para os prazos de inscrição, porque

são TREZE (13) vagas e a prova incluirá um teste teórico com ênfase nos tecidos fundamentais do corpo humano.

A dica especial:
Vá treinando uma dissertação sobre um dos temas abaixo.

Assuntos:
- Tecidos conjuntivos propriamente ditos;
- Tecido epitelial;
- Tecido muscular;
- Tecido nervoso.
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domingo, 26 de junho de 2011

Lívia Karynne: ... cliente ("eu não gosto desse termo")

Frequentemente, deparo-me com manifestações de repúdio ao termo “cliente” quando alguém se refere a cidadãos que buscam atenção profissional à saúde. Em uma visita ao blogue de Lívia Karynne observei a nota “não gosto desse termo”, recordei imediatamente que, também, sinto certa dificuldade em utilizá-lo, mas também de que já não me sinto confortável com a expressão “paciente”, e ainda, às vezes, parece estranho o termo “usuário”.
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É comum referi-se ao cidadão que busca atenção profissional de saúde como paciente. Esta denominação passa por uma visão de hierarquia em que o profissional de saúde é o detentor de conhecimento e das técnicas, ou seja, do poder de promover a saúde, prevenir a doença, curar ou reabilitar da doença/sequelas, e que, no outro lado, o cidadão se entrega à manipulação, avaliação e tratamento de forma passiva. Porém, recentemente, temos nos habituado a denominá-lo cliente, como uma forma de reconhecer seus direitos de consumidor de uma atenção especializada e de escolher por opções de tratamentos ofertados, de certa forma, como uma busca de emancipá-lo na relação cidadão/profissional (serviço).
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O reconhecimento do perfil de cliente, de consumidor, por parte dos serviços de saúde, privados ou estatais, no entanto, apresenta um viés alinhado ao sistema capitalista consumidor. Os direitos são vistos como referentes a serviços, produtos, e, embora, inclua aspectos relativos ao acolhimento e humanização no atendimento, vincula-se a uma abordagem individualista. Mesmo no sistema público, verifica-se este viés, especialmente, quando se depara com as limitações dos serviços, e a necessidade de se ampliar sua oferta, em um sentido, ainda, quantitativo. Assim, favorecendo, devido a aspectos de “eficácia”, um modelo médico-centrado, em que prevalece a abordagem impessoal, objetiva e descompromissada. O cumprimento de metas, baseadas em produção, fortalece este modelo. Advoga-se a necessidade de mudança destas relações, entre o saber instituído e o conjunto de atores sociais lidando com a saúde, especialmente os usuários do serviço.
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Esta construção conceitual (e prática) de paciente/cliente não é emancipadora, e orbita em torno de um processo individualizado e mercantilizado, no qual o cidadão mantêm-se alienado e, mesmo na condição de cliente, ainda guiado por forças mercadológicas. Propõem não uma assunção de um destes dois modelos passivos de relação, mas da construção de uma relação centrada no coletivo, no exercício da cidadania ativa.
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As mudanças necessárias nas relações profissional-usuário constituem-se em meio e em fim para alcançar este propósito de cidadania, respeitando a prerrogativa de direito constitucional e buscando cumprir uma das principais diretrizes do SUS – participação ativa. Isto fica ainda mais premente quando se verifica que parcela da comunidade se encontra resignada em relação às práticas atuais. E ainda considerando que as práticas de saúde não têm apenas a dimensão técnica, mas constituem-se em práticas sociais complexas, perpassadas por dimensões culturais, econômicas, políticas e ideológicas, motivos que tornam ainda mais difíceis as rupturas com o modelo praticado.
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Em relação ao termo, mais importante do que a palavra é o sentido, quer pela familiaridade quer pela provocação de mudanças. Mas, não permanecendo alheio à proposta, considero enfatizar o termo cidadão o mais importante, uma vez que todos são usuários do SUS.
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Bibliografia consultada
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Cardoso GM, Lazzarotto EM, Zanella MSV. Paciente – Cliente ou Cidadão?. Seminário Nacional -  Estado e Políticas Sociais no Brasil. Cascavel – PR. 2003.
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Sena, R.  Paciente também é cliente. Consumidor Moderno. 2011; mai 158: 84.
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Traverso-Yépez M, Morais NA. Reivindicando a subjetividade dos usuários da Rede Básica de Saúde: para uma humanização do atendimento. Cad Saúde Pública. 2004; 20(1): 80-88.

mitomiRs - os microRNAs das mitocôndrias.

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Mitocôndrias são organelas de células eucarióticas que mantêm e expressam seus próprios genomas, conhecido como DNA mitocondrial (mtDNA). A transcrição e a tradução do mtDNA bem como o processamento dos transcritos mitocondriais requerem o envolvimento de vários de tipos de RNAs não codificantes (ncRNA), que podem ter origem mitocondrial ou serem transcritos no núcleo e posteriormente transportados para a mitocôndria. Nas mitocôndrias humanas, o conjunto completo de RNAs transportadores (RNAt) e dois RNAs ribossomais (RNAr), 12S e 16S RNAs, são transcritos a partir do mtDNA, no entanto, a porção RNA da enzima RNAase MRP, a 5S RNAr e dois RNAt são de origem nuclear.
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Entre os ncRNAs, os microRNAS (miRNAs) surgiram como uma importante classe de reguladores pós-transcricionais da expressão gênica em virtualmente todos os processo celulares fundamentais. miRNAS são transcritos dentro do núcleo e processados e amadurecidos no citossol como uma dupla fita de RNA com aproximadamente 22-pb. miRNAs maduros se associam com as proteínas Argonauta (AGO) e formam o núcleo de um complexo ribonucleoprotéico denominado complexo silenciador induzido por RNA (RISC), que exerce função de RNA de interferência (RNAi). Os RNAi existem como uma das duas fitas dos miRNAs, embebida na proteína AGO, e é complementar a um alvo em uma molécula de RNAm, afetando sua estabilidade ou tradução.
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Inicialmente, acreditava-se que miRNA e AGO acumulassem e funcionassem exclusivamente no citossol (ou derivados citossólicos), contudo, há evidências crescentes de que existem nas mitocôndrias. Nas mitocôndrias, a regulação pós-transcricional através de miRNAs poderia tornar mais sensível e rápido os mecanismos de ajuste da expressão do genoma mitocondrial em relação às condições e demandas metabólicas da célula.
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Estes microRNA mitocondriais (mitomiRs) originam-se do núcleo mas são compartimentalizados nas mitocôndrias. Além disto, os autores observaram que os alguns mitomiRs são específicos de primatas, estimulando pesquisas sobre a evolução dos microRNAs.

sábado, 25 de junho de 2011

Layanna Leite - um blogue que não pára de trazer novidades.

Layanna tem nos oferecido um leque amplo de informações pertinentes a nossa profissão.
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Não é cedo demais para começar. São muitos os conhecimentos a serem adquiridos, assim acorde cedo e ponha o pé na estrada.
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Visite o blogue de Layanna Leite.
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KliKanDaKi você lê um texto sobre atendimento de pacientes especiais.
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Boa leitura!

O João Ricardo deixou um recardo de esperança e força...

O João Ricardo se destaca por alguns motivos, mas vou explicitar aqui o gosto que ele tem de ajudar os colegas e ser útil. As pessoas muitas vezes deixam estas características meio escondidas. Talvez, porque de certa forma, ao parar no caminho para ajudar alguém que caiu, "perca-se" um tempo na própria jornada.
Bem, qual o caminho do calvário e na parábola do bom samaritano, temos sempre que cuidar do próximo! e não temer a fome ou o frio, pois aí estão as aves e os trigos no campo.
Visitem o blogue JOÃO RICARDO. E leia o texto todo... abaixo um pequeno aperitivo...

Calma calma não é do mundo não (ainda não é 2012), é do 1º semestre, assim como os cavaleiros do Apocalipse as AV2 vieram para dar início ao fim do 1º semestre, em mais uma semelhança com a passagem bíblica alguns foram salvos de imediato e levados para um lugar  melhor (2º semestre), e outros ficaram para passar por mais provações (provas avf). 

Anatomia e Escultura Dental

Anatomia e Escultura Dental
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- Anatomia buco-facial;               - Histologia e embriologia bucal;           - Fisiologia humana
- Cariologia;                                - Anatomia e escultura dental;               - Bioestatística; 

- Ciências sociais em saúde I        - Saúde bucal coletiva II
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Esta disciplina tem por objetivo que o estudante conheça os caracteres anatômicos dos dentes, desenvolva habilidades manuais para a realização de escultura dental e possa, futuramente, aplicar estes conhecimentos nas diversas especialidades da Odontologia.
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A disciplina envolve o estudo da anatomia dentária, com sua morfologia geral e comparada dos diversos grupos dentários – incisivos, caninos, premolares e molares. Inclui o aprendizado por técnica de ceroplastia e desenho dos elementos dentários.
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O processo de avaliação costuma ser por provas para avaliar o conhecimento teórico descritivo, e por desenvolvimento de atividades de identificação de dentes e conclusão de ceroplastia dos elementos dentários.
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Nota:
A ceroplastia não é exclusiva da Odontologia. Na verdade, esta arte/técnica, como atividade médica, é utilizada desde a antiguidade, por exemplo, entre os romanos. A partir do século XIV, é retomada no estudo do corpo humano, na Europa, alcançando um auge no século XIX com as primeiras coleções científicas. Foi desenvolvida a “moulage”, um processo técnico de copiar com rigor preparações anatômicas, reproduzindo-as de forma duradoura por meio da utilização de cera através da qual se obtém um molde de uma parte do corpo que é pintado e serve de modelo tridimensional. Todas as escolas médicas possuíam suas coleções ceroplásticas, facilitando o estudo médico.
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Visite alguns site e blogues a respeito do tema:
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Assista a um vídeo:
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sexta-feira, 24 de junho de 2011

120 anos... isto mesmo, nasceu em 1890 em Feijó (AC)

Participação social... as conferências nacionais...

Mais de cinco milhões de pessoas ajudaram a formular, implementar ou fiscalizar as políticas públicas no Brasil


Pouca gente, além dos diretamente envolvidos, sabe que boa parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), todo o Programa Nacional de Habitação, o plano de expansão das universidades públicas, o ProUni, a criação do Sistema Único de Assistência Social (Suas), as políticas afirmativas contra a discriminação racial, de mulheres e minorias sexuais e o amplo conjunto de medidas que impulsionaram enormes avanços na agricultura familiar nos últimos anos foram formulados e decididos com a participação direta de milhões de brasileiros, por meio de inúmeros canais criados ou ampliados para consolidar a democracia participativa no país.
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Para ler mais KliKaKi.